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18 de nov. de 2009


> presidente figueiredo ::

Volta a Manaus pela terceira vez encontrei no hostel o casal Wagner/Cristina e Rhea - suiça/grega que tinha conhecido antes de viajar para Belém.

Rhea tirou férias de 4 meses de seu emprego em Zurique e a 2 meses estava viajando pela América do Sul. Começou sua viagem sozinha passando pelo Equador e Perú onde sua amiga Irene veio encontrá-la. Irene tinha acabado de voltar para Zurique afinal alguém tem que trabalhar nessa história!


Pegamos o onibus para Presidente Figueiredo no sábado pela manhã. Ficamos na Pousada das Pedras do famoso e super gente boa "Pimenta" http://www.pousadadaspedras-am.com.br/ - tel. (92) 3324-1296. A tarde demos um pulo no Parque Urubui próximo da cidade.

Dia seguinte fomos de moto taxi até o Santuário que faz juz ao nome. Lugar de beleza singular com uma bela queda d'água que despenca dentro de um canion, ótimos poços para banho mas que fica "crowdeado" nos finais de semana. Não se pode ter tudo!


Presidente Figueiredo foi meu último destino antes de retornar para Guaratinguetá.

Como possui "trocentas" cachoeiras Presidente Figueiredo é um lugar que exige mais tempo para se conhecer melhor. O ideal é alugar um carro em Manaus. Como as cachoeiras ficam distantes da cidade acabamos perdendo muito tempo com os moto taxi.


O norte do Brasil é um país a parte que vale muito ser visitado porém com tempo, pois as coisas acontecem numa outra velocidade nessa região.


Agradeço a Deus por mais essa viagem maravilhosa, por todos os lugares que tive a oportunidade de conhecer e a todos vocês que cruzaram o meio caminho, os relatados aqui e também aqueles que ficaram apenas nas minhas lembranças mas que contribuiram de alguma forma para meu crescimento na busca de ser uma pessoa cada vez melhor. Agradeço do fundo do meu coração e espero também ter sido um bom companheiro para todos vocês. Beijos no coração, Alexandre.


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> ilha do marajó ::

Pegamos a balsa para a Ilha de Marajó. Durante a viagem conhecemos as falantes e simpáticas francesas Fabiana e Dominique que há 4 anos vivem na Guiana Francesa.


Ficamos em Soure - na pousada Asa Branca (quarto com ar - R$ 55,00) e fui conhecer by myself & foot as praias de Araruana e Barra Velha. Jonatas preferiu visitar uma fazenda de bufalos.




Depois peguei um moto taxi até a praia do Pesqueiro.


Na volta carona na caçamba de caminhão que quebrou no meio do caminho e teve que seguir rebocado por uma escavadeira. Desci no trevo da cidade próximo a rua 30 - nossa pousada ficava na rua 12 - logo ali de mineiro heheheh. Sem opção fui caminhando até que passou Severino e me ofereceu uma carona em sua bike. Pulei na Lan House próximo a pousada Asa Branca das meninas Sol, Sumara e Solange que nos trataram muito bem.


Dia seguinte pegamos a balsa de volta para Salvaterra onde demos um role pela praia Grande e encontramos o casal Robert e Silvia. Na volta do passeio cruzamos nossas amigas francesas e juntos pegamos a balsa de volta para Belém.


A ilha do Marajó exige mais tempo para se conhecer. Uns 5-7 dias. As praias de rio se formam quando a maré baixa originando várias lagoas e faixa de areai sem fim.

A praias de águas transparentes tem ao fundo arvorés imensas da floresta Amazonica. Um lugar único!!!


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> belém ::

No albergue encontrei Jonatas - estudante de direto de Curitiba que estava indo para Belém. Resolvi ir também. Achei uma promoção da TAM por 300,00 contos (round trip) e voei.


Belém a primeira vista é bem diferente de Manaus mas como o passar dos dias a diferença se torna tal que nem. Chegamos no domingo e fomos alertados para tomar cuidado ao andar pelas ruas devido aos assaltos frequentes.



Caminhamos até Estação das Docas. Lugar turisticos, as docas foram restauradas e abrigam agora vários restaurantes e barzinhos. Tava lotada de belenenses. Era domingo.



Passamos pelo Ver-o-Peso que tava meio paú por ser domingo e fomos visitar o Forte do Presépio e a igreja Matriz - simples demais por fora e extremamente maravilhosa por dentro.





Dia seguinte, segunda-feira, como era feriado de 2 de novembro tava tudo fechado. Resolvemos ir para a ilha de Cotijuba - passeio tipico dos belenenses. No barco (R$ 3,00) conhecemos as simpáticas Adriana (guia turistica) e Elizangela que apesar da folga nos guiaram até a praia do Amor...



A noite fomos - eu, Jonatas, Nego, Robert e Silvia (bristish/moçambique couple) ver um concerto no Teatro da Paz.



Lá chegando nos deparamos com um velório. Não entendemos nada a principio até descobrirmos que o mestre Verequete (ícone da cultura paraense com significativa contribuição à música local - carimbó, ritmo que reúne heranças indígenas, africanas e dos colonizadores da Amazônia) - tinha falecido e seu corpo estava sendo velado no teatro.



Na terça-feira fomos visitar o Mangal das Garças, o Museu de Arte Sacra e o Museu do Círio. Almoçamos um acaí com peixe no Ver-o-Peso, tomamos uma Cerpa bem gelada e depois um sorvete de tapioca na sorveteria Cairu. Nas terças as entradas nos lugares turisticos de Belém é gratuita.


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Na quarta pegamos a balsa para a Ilha de Marajó...


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> novo airão ::

Resolvi ir para Novo Airão mergulhar com os botos. Pequei o ônibus as 6 da matina e segui para mais essa aventura. Já na travessia da balsa o ar-condicionado pifou! Fizemos uma escala me Manacapuru e seguimos para Novo Airão.


Cheguei as 11h em Novo Airão e fui direto para o pier onde ficam os botos. Mergulhando com os botos encontrei o casal de Sampa - Wagner e Cristina que já estavam na cidade há alguns dias organizando um passeio para o Parque Nacional do Jaú.




Almoçamos um peixe delicioso acompanhado de guaraná Jesus e sobremesa sorvete de acaí. As 13:30h eles me acompanharam até a pista onde peguei o onibus de volta para Manaus. As 19h ia rolar um concerto da Filarmônica do Estado no Teatro Amazonas. Fui ver.




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> alter do chão ::

Alter do Chão - o Caribe da Amazônia!


Em Alter peduramos nossas redes no quiosque da pousada Pôr do Sol mas dia seguinte nos mudamos para a pousada Oriental devido ao calor insuportável e aos marditos pernilongos! Ar-condicionado por essas bandas não é luxo!


Alter é realmente de tirar o folego!!! As cristalinas águas do Tapajós baixam e dão origem aos morros de areia que formam as praias da cidade. Um paraíso!!! Cadeira na água, gelo na mão, peixe servido... êta vidinha mais ou menos boooa!!!


Dia seguinte acordamos cedo e subimos o Pico da Piroca. De lá se tem uma vista de 360º da região. Vale a pena! apesar de não ser nem um pouco chegado na piroca alheia heehehhe. Voltamos para a favelinha... cadeira na água, gelo na mão, peixe servido... êta vidinha mais ou menos boooa!!!


Alter oferece várias opções de passeios de barco mas normalmente os preços são absurdos. Procure a agencia Cuicuera Ecotour e fale com o Deco - tel. (93) 3527-1151. Ele possui um barco grande e faz passeios bem em conta.


Juan voou de volta para Buenos Aires e eu para Manaus.


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> santarém ::

Como chegamos em Santarém de madrugada ficamos no Hotel Brasil no centro da cidade. Dica esperta nos dada por Lui - um frances de pouca conversa que viaja solo com sua muleta.


Dia seguinte demos um role pela cidade, do mirante pudemos ver bem o encontro das águas - rios Amazonas e Tapajós e seguimos by bus para Alter do Chão - o Caribe da Amazônia!



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> manaus ::

Foram 25 dias em Manaus e região Amazônica.

Planejei pouco essa viagem. Quando vi a passagem para Manaus por R$ 330,00 (ida e volta) não hesitei. Me programei a noite e na manhã seguinte já tava clicando no destino dos meus sonhos. Há tempo queria conhecer a Amazonia (antes que vire o deserto da Amazonia!!!) mas sempre aparecia um emprevisto e tinha que adiar a viagem. Ano passado foi o preço impraticável da passagem e esse ano tinha perdido uma promoção de 200,00 contos... hesitei e quando decidi já era!

Fui para Manaus. No hostel (www.hostelmanaus.com :: Rua Lauro Cavalcante, 231 :: tel. (92) 3233-4545) encontrei vários brasileiros viajando sozinhos. Estranhei. Mais tarde descobri o motivo. Eles tinha comprado uma promoção da Az
ul de 500,00 reais para viajar para qualquer destino Azul pelo periodo de 1 mês. Assim, o primeiro destino escolhido era invariavelmente Manaus.

Mas o ponto alto dessa minha viagem foi ter tido a oportunidade de encontrar pessoas de tudo quanto é canto e fazer boas amizades.



Cheguei em Manaus e fui direto para o hostel no centro da cidade que tinha reservado pelo Hostel World - http://www.hostelworld.com/. Como Manaus possui 3 hostel - 2 no centro e outro em bairro, fiz a reserva de 1 só dia no Manaus Hostel . Assim, ao chegar fui conhecer o outro hostel - Hostel Manaus (nome muito parecido mas esse pertence a cadeia HI - Hosteling International) que fica próximo ao primeiro mas tinha instalações muito melhores. No dia seguinte fiz a mudança e junto comigo veio Juan - espanhol da Galicia que estava viajando pela América do Sul há 3 meses.

Manaus é quente demais da conta!!! Quando cheguei suava em bica e me disseram que 2 semanas antes estavam todos assando lá devido ao calor de 42º C na sombra!

Em Manaus não há muito que fazer (podem discordar a vontade!). Acabei utilizando a cidade como ponto de apoio para chegar em outros destinos.

Em Manaus visitamos o Teatro Amazonas - um must, tomamos literalmente tacacá no quiosque da Gisela - eleito o melhor tacacá pela Veja Manaus, que fica na esquina da praça do teatro, cervas no Bar do Armando acompanhadas de sanduba de peito de peru ou não e fomos várias vezes no teatro a noite assistir concertos e peças teatrais. Fique de olho na programação do teatro - normalmente é grátis ou paga-se um valor simbólico.

Ah, nas quartas rola um show regional em frente ao quiosque da Gisela - imperdível!

Resolvemos Juan e eu ir ver o tal do encontro das águas (rios Solimões e Negro) mas de maneira alternativa. Então pegamos o onibus e fomos até o porto do Ceasa e de lá pegamos uma lancha de carreira ( R$ 5,00 na ida e R$ 4,00 na volta) até Careiro da Várzea. Como a lancha vai rapido dá pra ver o encontro das águas muito brevemente. Tomamos um cerveja em Careiro e voltamos para Manaus.

No terceiro dia em Manaus - domingão, fui conhecer a praia de Paracati com Jony que Peterson que estavam morando em Manaus há algum tempo. Pegamos o barco (recreio) no porto do centro - R$ 25,00. Levamos cerca de 2h para chegar a praia que pareciam uma eternidade com o som do brega forró martelando nas "oreias"!!! A praia não tem nada demais - praia de rio com fundo lodoso :-( mas o passeio valeu a pena pois é um passeio tipico de domingo dos manauaras. Comemos um peixe delicioso e conhecemos um casal super simpático de lá (João e Maria!).

Seguindo os conselhos de Jony fomos na festa Cala a Boca Beija Logo que rolou no sambódromo de Manaus. Compramos o abadá e caimos de boca heheehehe

Numa outra estada em Manaus fui visitar o Museu da Borracha com os brasileiros Lucas e Felipe, o belga Gaetano que esta dando um role pela América do Sul e o argentino Diego.







Pegamos um onibus até o ponto final em Ponta Negra e de lá uma voadeira (R$ 10,00 por cabeça ida e volta) até o museu. Na volta paramos na praia da Lua e tomamos todas!!! era aniversário do boludo hehehhehe







Resolvemos ir para Santarém de gaiola visto que os passeios de selva (jungle tours) não era para nossos bolsos tupiniquins! Preços e atividades para gringos que por sinal iam em peso - creio que o guia deles recomendava.

Enfim, fomos até o porto do centro negociamos nossa passagem para Santarém com os vendedores que ficam pela rua (60,00 contos). Vale ressaltar que no escritórios oficial do porto a mesma passagem custava R$ 115,00!!! Não me pergunte como?! Preços e horários são coisas muito relativas por essas bandas!!!

Compramos nossas redes (R$ 20,00) nas barracas que ficam nas ruas que levam ao porto e embarcamos para Santarém. A viagem durou 2 dias. O barco muito bom, novo, limpo e a tripulação jóia. Instalamos nossa rede no andar de cima de frente ao bar. Aí que o bicho pegou... durante toda a viagem rolava um brega forró arretado! até a meia-noite.

Tentei argumentar com a Sofia para variar um pouco as músicas mas não teve jeito o máximo que consegui foi abaixar um pouco a zoiera ;-( não se pode ter tudo!!!


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